Suplementos alimentícios, uma tendência a focar

O tipo de suplemento mais popular entre os consumidores são as vitaminas únicas: 73% dos consumidores afirmaram já tê-las consumido pelo menos uma vez.

Isso se deve provavelmente ao fato de serem mais baratas do que as multivitaminas e também por destacarem uma só vitamina e seus benefícios., segundo pesquisa da Mintel.

Os suplementos minerais, multivitaminas e suplementos de nutrição apresentam uso semelhante: 54%, 53% e 52% respectivamente, o que mostra que os consumidores não têm preferência entre estes segmentos.

Os consumidores consideram as vitaminas, minerais e suplementos como sendo produtos caros. A falta de confiança na categoria pode levar os consumidores a pensar que não vale a pena comprar tais produtos. Eles também tendem a não saber de quais vitaminas/suplementos precisam.

As marcas que destacam claramente os benefícios na frente de suas embalagens, através de imagens claras e mensagens simples, podem ajudar a resolver a confusão relacionada à falta de entendimento sobre os atributos de diferentes vitaminas/minerais/ingredientes e para que servem.

É fácil encontrar informações sobre qualquer assunto através de revistas, televisão ou internet. A sobrecarga de informações, juntamente com um grande número de opções, contribui para que os consumidores se sintam confusos na hora da compra. Em vez de fazerem suas próprias escolhas, 63% dos respondentes a rmaram que a recomendação de médicos/profissionais de saúde é o principal fator que os motivaria a começar a consumir ou aumentar seu consumo de vitaminas e suplementos.

Educar os consumidores sobre este produtos e seus benefícios também pode ajudar a aumentar o seu uso sem a necessidade de conselho de um médico, já que 34% dos consumidores afirmaram que saber mais sobre os benefícios das vitaminas/suplementos para a saúde” os incentivaria a começar a consumir tais produtos.

Fonte: Mintel


Sabor: Um diferencial para os orgânicos

Uma pesquisa realizada pela Mintel mostra que 41% dos usuários da internet concordam que preferem o gosto de produtos orgânicos em algumas receitas (ex. salada fresca).

Essa é uma oportunidade para a categoria de orgânicos de comunicar mais do que somente o “livre de agrotóxicos”, e começar a falar de diferencial de sabor frente aos outros alimentos e bebidas comuns.

Claro que a comunicação de atributos de saudabilidade não pode ser deixado para trás, já que 83% dos brasileiros indicam que vale a pena gastar mais para comer alimentos mais saudáveis, mostrando a importância deste atributo.

Porém, o sabor certamente é um diferencial para orgânicos em meio aos produtos e ingredientes saudáveis.

Sabor: Um diferencial para os orgânicos

Fonte: Mintel


Conheça as novidades sobre a saúde do brasileiro

Uma pesquisa por telefone do ministério da saúde alerta para mudanças de hábitos dos brasileiros, nem sempre saudáveis. Os dados percentuais retirados da pesquisa, apesar de discutível valor estatístico e rigor científico, mostram que, apesar do aumento de excesso de peso, obesidade e doenças crônicas, a população vem modificando o estilo de vida, com inclusão de exercícios na rotina e melhoras na alimentação.

Por ações contínuas da mídia, que identifica o interesse por estilo de vida saudável, nesse inserido a alimentação, observa-se um aumento do consumo de frutas, legumes e verduras, certamente fora das recomendações de cinco porções diárias, mas já uma mudança saudável.

Por exemplo, com relação ao consumo de frutas e hortaliças, apesar do aumento nos últimos anos, em 2016, apenas um entre três adultos consumiu esse tipo de alimento em cinco dias da semana. Ou seja, esse número deve aumentar e o consumo deve ser mais frequente. Além disso, sobre as atividades físicas, é importante que sejam praticadas não só em momentos de lazer, mas que se tornem rotineiras e sejam incluídas na maioria dos dias da semana.

OBESIDADE

  • Crescimento da obesidade no Brasil: em dez anos, a prevalência da obesidade no país passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros.
  • Maior entre os que têm menor escolaridade: os que têm até oito anos de estudo apresentam índice de obesidade de 23,5%. O percentual cai para 18,3% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 14,9% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.
  • A obesidade aumenta com o avanço da idade. A prevalência da obesidade duplica a partir dos 25 anos de idade.
  • Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 8,5%. De 25 a 44 anos, 17%. Entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 22,5% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 22,9%. Na população com 65 anos ou mais, o índice é de 20,3%.

SOBREPESO

  • Mais da metade da população está com peso acima do recomendado.
  • Excesso de peso cresceu 26,3% em dez anos, passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016.
  • O sobrepeso cresceu mais entre os homens, saltando de 47,5% para 57,7% em dez anos. Entre mulheres, o índice subiu de 38,5% para 50,5%.
  • Os indicadores de excesso de peso aumentam com a idade. Em pessoas com idade entre 18 e 24 anos, o índice é de 30,3%. Entre 35 a 44 anos, o índice é de 61,1% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 62,4%. Na população com 65 anos ou mais, o índice é de 57,7%.
  • O sobrepeso é maior entre os que têm menor escolaridade: 59,2% das pessoas que têm até oito anos de estudo apresentam excesso de peso. O percentual cai para 53,3% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 48,8% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.

HÁBITOS SAUDÁVEIS

  • Aumento do consumo regular de frutas e hortaliças (mas apenas um em cada três adultos consome em cinco dias da semana).
  • Redução no consumo de refrigerantes e sucos artificiais. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%.
  • Aumento na atividade física no lazer – população com mais de 18 anos também está praticando mais atividade física. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6%. Jovens de 18 a 24 anos são os que mais praticam atividades físicas no tempo livre.

TRANSIÇÃO ALIMENTAR

  • O consumo de alimentos ultra processados e o sedentarismo estão impactando o avanço da obesidade e da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não-transmissíveis.
  • Mudança negativa no hábito alimentar da população – diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro, como feijão. E apenas 1 entre 3 adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana.

RESUMO ESTATÍSTICO

  • Aumento do consumo regular de frutas e hortaliças (de 33% em 2008 para 35,2% em 2016).
  • Aumento da prática de atividades físicas nos momentos de lazer/tempo livre (de 30,3% em 2009 para 37,6% em 2016).
  • Redução do consumo de refrigerantes e sucos artificiais (de 30,9% em 2007 para 16,5% em 2016).
  • Mais da metade da população está com peso acima do recomendado. O excesso de peso cresceu 26,3% em dez anos (de 2006 a 2016).
  • 18,9% dos brasileiros estão obesos. A obesidade cresceu 60% em dez anos (de 2006 a 2016).
  • Aumento em 61,8% do número de pessoas com diabetes (de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016).
  • Aumento em 14,2% do número de pessoas diagnosticadas com hipertensão (de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016).

Por fim, independente de análises científicas mais apuradas, os dados jogam uma luz na necessidade de educação para hábitos saudáveis, educação nutricional nas escolas, aumento da permanência das crianças nas escolas com aumento de atividade física e campanhas de utilidade pública motivacionais e focadas em educação.

Outro ponto importante, a semelhança das experiências de outros países, é evitar a taxação de alimentos ditos vilões ou mesmo colocar advertências similares aquelas dos cigarros. Ações punitivas ao consumo, inserindo imagens e símbolos nas embalagens tem vida curta. O aumento dos impostos, interferindo nos preços, é rapidamente absorvido pelos produtores, em constante luta por manter a sua participação no mercado e temendo perder clientes.


Consumidor brasileiro ainda procura por promoções

As oscilações da economia e o cenário um pouco mais positivo que se desenha para os próximos meses não tiraram das promoções a importância que elas ganharam junto aos consumidores nos últimos tempos.

De acordo com dados apresentados em pesquisas da Kantar, as ofertas especiais estão no topo da lista de fatores para a escolha da loja na qual os brasileiros vão comprar. Em seguida aparecem confiança, produtos de qualidade, limpeza / ordem e proximidade. Ganhando importância generalizadamente em 2016, as promoções tiveram papéis diferentes por tipo de canal de compra. Por exemplo: melhoraram a frequência de ida aos hipermercados, apresentando crescimento de 14,5% em comparação com o ano anterior. No caso dos supermercados de rede, as promoções impactaram em aumento dos gastos em 4,9% (deflacionado), e ainda atraíram mais de 1.820.000 domicílios para os atacarejos.

A oferta que mais cativa os brasileiros, segundo o levantamento, é o famoso “leve mais, pague menos” (68%), seguida pelo desconto de preço (64%). Produtos grátis e com brinde, aparecem, respectivamente, com 25% e 23%. O comportamento demonstra que o foco do consumidor, ainda preocupado em racionalizar e planejar, está em obter uma vantagem imediata com as promoções.

Neste momento, os produtos básicos seguem como o foco da hora de encher o carrinho de compras, mas itens considerados “premium acessíveis”, que trazem um benefício claro, conseguem se manter na despensa.

Também foram apresentadas informações sobre a faixa etária que mais cresce no país atualmente: as donas de casa mais maduras. Um terço das compras são feitas por lares com donas de casa acima dos 50 anos. Com maior renda, o lar com pessoas dessa idade gasta menos do que os dos mais jovens e, portanto, sobra dinheiro. Nesses domicílios, os produtos saudáveis se destacam, porque a preocupação com a saúde é mais evidente. Entre eles, pão light e integral, biscoito integral, requeijão light, leite em pó desnatado, iogurte diet, light e zero e refrigerantes diet/light e zero.

Outro comportamento que tem impactado o consumo no Brasil é o fato de que as famílias são cada vez menores. Em 2006, por exemplo, 30% dos lares tinham uma ou duas pessoas. Dez anos depois, o número foi para 32%. Já os que eram compostos por cinco ou mais pessoas, no mesmo período, caíram de 22% para 19%. Atualmente, 7% dos domicílios têm apenas uma pessoa. Essa mudança implica em uma maior demanda de embalagens sob medida, menores e ideais para o momento.